BICHOS DA SEDA DESLOCADOS?

convite_encerramento Pesquisa realizada em 2008, contemplada pelo PAC 4 de Pesquisa em Dança 2007.

Em 2007, instigava-nos:

  • Como sustentar um processo de pesquisa em dança, em São Paulo?
  • Que espaço existe para o trabalho e desenvolvimento de pesquisa de linguagem em dança, na São Paulo?
  • Pode, ainda hoje,  o artista produzir “aquilo que não se lhes pede”?
  • Que espaço existe para isso e como os artistas se relacionam com esse espaço?

Pretendíamos trazer à tona dados do cenário contemporâneo da dança paulista para compreender a realidade do artista da dança em São Paulo e sua relação com o processo de pesquisa em dança. Afinal, o contexto de produção em que uma manifestação artística se insere implica na forma artística.  

 

Um conflito entre uma crença juvenil, moderna, da arte como expressão do eu profundo do artista, como espaço de extravasamento de uma individualidade sempre primeira e única, sem herança ou herdeiros, e a consciência da arte hoje em dia como espaço pré-determinado, devidamente institucionalizado, num sistema que não comporta apenas aquilo que se entende como mercado de arte (galerias, museus, etc.), mas, também, a própria história da arte. O que significa este conflito? Que, apesar do desejo, o gesto criador do artista na contemporaneidade (por mais desestruturador ou antiartístico que se pretenda) encontra-se cercado num sistema onde toda e qualquer atitude artística ou pretensamente antiartística parece já ter sido assimilada, catalogada. (CHIARELLI, T., 2002).

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